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PALAVRA PARA A MISSÃO O EUNTES.NET propõe, semanalmente, a leigos, religiosas e sacerdotes um caminho de reflexão sobre a liturgia dominical em chave missionária. Oferecem-se elementos para uma meditação missionária, pessoal ou comunitária, sobre a Palavra de Deus que, de modo constante e surpreendente continua a iluminar, reforçar e sustentar o caminho missionário da Igreja, para a vida do mundo.
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Aquela
presença real e misteriosa: Solenidade
de Cristo Rei – XXXIV Domingo do T.C.
Ezequiel
34,11-12.15-17
Jesus, o Pastor bom que dá a vida pelas ovelhas (Jo 10), incarna o projecto de Deus, rei-pastor, do qual Ezequiel (I Leitura) exalta o amor extremoso pelas ovelhas: procura-as, cuida delas, passa-as em revista, reúne-as, orienta-as, apascenta-as… O salmista canta a sua segurança e felicidade, porque o pastor está a seu lado (Salmo). Para Paulo (II Leitura) todo o mal, incluindo a morte, será vencido.
Segundo a literatura bíblica (Dn 7) e extra-bíblica, as cenas de juízo não têm como objectivo descrever o que irá acontecer, mas ensinar como se comportar hoje. Mais do que informar sobre o futuro, indicam um programa a viver hoje. À luz do juízo final, Jesus revela a qualidade que devem ter as nossas acções; ensina-nos como orientar a vida de modo a não se enganar, mas a acertar no caminho. O único caminho é o Seu: o amor e serviço aos necessitados. De facto, «no entardecer da vida, seremos julgados sobre o amor» (S. João da Cruz).
O amor pelos últimos abre as portas do Reino de Deus: «Vinde, benditos de meu Pai…» (v. 34). Jesus indica o caminho para lá chegar: por bem quatro vezes enumera seis obras de amor para com as pessoas necessitadas: famintos, sedentos, peregrinos, despidos, doentes, prisioneiros. Ajudar tais pessoas é parte do trabalho quotidiano dos missionários e é tarefa de cada cristão. E é-o também para os seguidores de todas as religiões. Estas obras de amor constituem um espaço de encontro com todas as pessoas de boa-vontade. Uma lista de tais obras está presente em Isaías 58,6-7. Mas já no Antigo Egipto (2º milénio a.C.), o Livro dos mortos (cap. 125) punha nos lábios do defunto estas palavras: «Eu fiz aquilo que faz exultar os deuses. Dei pão ao faminto, dei água ao sedento, vesti o que estava nu, ofereci uma viagem ao que não tinha barco». A estas obras, Jesus confere uma novidade decisiva: Ele identifica-se com os mais fracos e pequenos, a ponto de dizer: «foi a mim que o fizestes» (v. 40). Os últimos são na verdade os destinatários privilegiados das escolhas do Senhor. Portanto, a opção preferencial pelos pobres não é uma alternativa de livre escolha, mas uma obrigação para a Igreja, como afirmava energicamente João Paulo II já quase no final da sua vida. Uma opção em que está em jogo a própria fidelidade da Igreja ao seu Senhor! (*)
É forte o testemunho missionário de Carlos de Foucauld, que viveu intensamente a presença de Cristo nos pobres entre os quais escolheu viver, os beduínos do deserto, todos muçulmanos. Alguns meses antes da sua morte, escrevia: «Julgo que não haverá outra palavra do Evangelho que tanto tenha tocado e transformado a minha vida, como esta: “o que fizeres a um dos mais pequenos, é a mim que o fazeis”. Se se pensar que estas palavras são da Verdade incarnada, as palavras dos lábios que disseram: “Este é o meu Corpo… Este é o meu Sangue”, com que intensidade não se é levado a procurar e amar Jesus nestes pequenos, pecadores, pobres!». Carlos, o irmão universal, soube reconhecer a presença de Cristo, de modo igual, seja na Eucaristia seja nos pobres, incluindo os não cristãos. Foi um verdadeiro missionário!
Palavra
do Papa João Paulo II Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte (06.01.2001), n. 49
- 24/11: Sto André Dung Lac († 1839), sacerdote, e vários outros companheiros mártires no Vietname. João Paulo II em 1988 canonizou 117: bispos, sacerdotes e leigos mortos em vários lugares, modos e tempos. 24/11: BB. Pedro Kassui Kibe (1587-1639), jesuíta japonês, e 187 companheiros mártires, dos quais 4 eram sacerdotes e todos os outros leigos, entre os quais também mulheres e crianças. Este 3º grupo de mártires japoneses (depois dos de 1597 e 1622), são proclamados beatos em Nagasaki, hoje, 24.11.2008. 26/11: S. Leonardo de Porto Maurizio (1676-1751), sacerdote franciscano, itinerante, dedicado às missões populares. É o inventor da Via-Sacra. 26/11: B. Tiago Alberione (1884-1971), fundador da Família Paulina, para difundir o Evangelho através dos media e promover as vocações. 26/11: recordação do Card. Charles Lavigerie (1825-1892), bispo francês de Argel, fundador dos Missionários de África (Padres Brancos). 29/11 e dias próximos: BB. Edoardo Burden († 1588), Giorgio Errington († 1596) e companheiros; S. Cutberto Mayne († 1577), SS. Edmondo Campion († 1581) e companheiros, B. Riccardo Langley († 1586) e muitos outros sacerdotes e leigos martirizados em Inglaterra sob o reinado da rainha Isabel I. 29/11: BB. Dionigio Berthelot e Redento Rodríguez, religiosos carmelitas, feitos escravos e depois martirizados pelos muçulmanos († 1638) em Aceh (Sumatra, Indonésia).
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Coordenação de: P. Romeo Ballan – Missionários Combonianos (Verona) Sito Web: www.euntes.net “Palavra para a Missão” ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
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