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PALAVRA PARA A MISSÃO O EUNTES.NET propõe, semanalmente, a leigos, religiosas e sacerdotes um caminho de reflexão sobre a liturgia dominical em chave missionária. Oferecem-se elementos para uma meditação missionária, pessoal ou comunitária, sobre a Palavra de Deus que, de modo constante e surpreendente continua a iluminar, reforçar e sustentar o caminho missionário da Igreja, para a vida do mundo.
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Missionários da vida
V
Domingo de Quaresma Ezequiel
37,12-14
Nestes três Domingos são muitas as referências ao sacramento do Baptismo, seja nas leituras bíblicas como nos textos litúrgicos (antífonas, orações, prefácio...). Nas jovens Igrejas missionárias, e não só, a noite de Páscoa assume uma particular solenidade pela celebração dos sacramentos da iniciação cristã a numerosos catecúmenos, adultos e jovens. São festas que enchem o coração e a vida dos missionários, dos pastores das Igrejas locais e das comunidades cristãs.
A ressurreição de Lázaro encontra-se a metade do Evangelho de João (o 12º de 21 capítulos), mas é sobretudo o seu centro temático: pode-se considerar, provavelmente, a mais alta manifestação de Jesus como “verdadeiro Deus e verdadeiro homem”. - É verdadeiro homem, motivado por sentimentos fortes: é amigo de Lázaro e das suas irmãs de Betânia, fica perturbado, comove-se profundamente, rompe em pranto, reza intensamente ao Pai, grita em altos brados... Com as suas lágrimas Jesus dá razão às nossas, em circunstâncias semelhantes. - E é verdadeiro Deus: mostra o seu amor e o seu poder restituindo a vida ao amigo morto, para que a gente acredite que Ele foi enviado pelo Pai (v. 42). Assim, o milagre estrondoso pôe em evidência três valores ligados entre si: amor, fé e vida. Porque: “só há vida onde houver amor” (Gandhi).
Na sua realidade divino-humana, Jesus realiza a sua missão como proximidade, fazendo-se próximo, como o samaritano (cfr. Lc 10,34), a quem sofre, trazendo uma solução aos problemas. Mas é necessário ir ao encontro do Salvador que se aproxima, como as duas irmãs Marta e Maria (v. 20.29), com coração aberto. Somente desse encontro nasce a salvação. Porque só “no Senhor está a misericórdia e com ele é grande a redenção” (Salmo responsorial). Também neste caso se verificam reacções opostas. De um lado, as súplicas confiantes das duas irmãs que obtêm um milagre extraordinário de Lazaro que regressa à vida, e muitos Judeus acreditam em Jesus (v.45); do outro lado, até perante tal evidência, os inimigos de Jesus fecham-se progressivamente, decidem matá-lo (Jo 11,46-53) e pensam em eliminar também a Lazaro (Jo 12,10).
“Não estamos nesta terra para proteger um museu, mas para cultivar um jardim cheio de flores e de vida” (B. João XXIII). O projecto original e permanente de Deus é a vida: “A glória de Deus é o homem vivo”, isto é que o homem viva (S. Ireneu). Jesus veio para dar-nos não uma vida raquítica, empobrecida, medíocre, subdesenvolvida... mas uma vida em abundância (cfr. Jo 10,10). Uma vida para o presente e para o futuro! Num mundo duramente marcado por mortes injustas, precoces, inocentes, todo o cristão - a ainda mais o missionário - é chamado a fazer uma escolha clara e definitiva pela vida: a acolher, promover, defender, anunciar, descobrir os pequenos sinais da sua presença, proteger os seus rebentos, levá-la à sua plenitude... A defesa e a promoção da vida são temas prioritários no magistério recente dos Papas, como se vê também no apelo de Bento XVI aos operadores de actividades caritativas. Água, luz, vida... são dons a viver e sobretudo a partilhar e a comunicar aos outros. Somos todos chamados a ser missionários da vida!
Palavra
do Papa
João Paulo II Discurso ao Corpo Diplomático, 10.1.2005
“Os operadores das várias actividades caritativas sejam também e sobretudo testemunhas de amor evangélico. Hão-de sê-lo se nas suas actividades não limitam a serem operadores de serviços sociais, mas chegam ao anúncio do Evangelho da caridade. Seguindo as pegadas de Cristo, eles são chamados a serem testemunhas do valor da vida, em todas as suas expressões, defendendo especialmente a vida dos mais frágeis e dos doentes, porque a vida não se mede a partir da eficiência, mas tem o seu valor sempre e para todos”. Bento XVI Discurso à Assembleia plenário do Pontifício Conselho Cor Unum, 29.2.2008
Nas pegadas dos missionários - 9/3: SS. Quarenta soldados da Capadócia, mártires de Sebaste (Arménia, +320). - 9/3: S. Domingos Sávio, morto com 14 anos (+1857), educado por S. João Bosco. - 10/3: B. Elias do Socorro Neves del Castillo, sacerdote mexicano, agostiniano, martirizado em Cortázar (México, +1928), junto com outros durante a perseguição. - 12/3: S. Luís Orione (1872-1940), sacerdote, fundador da Pequena Obra da Divina Providência e de algumas Congregações para a assistência aos mais necessitados. - 15/3: S. José (festa litúrgica antecipada), esposo da B. V. Maria, pai putativo de Jesus, Padroeiro da Igreja universal. - 15/3: S. Luísa de Marillac (1591-1660), viúva, fundadora, com S. Vicente de Paulo, da Filhas da Caridade. - 15/3: B. Artemide Zatti (1880-1951), salesiano, médico missionário na Patagónia (Argentina). - 15/3: ‘Aniversário’ de S. Daniel Comboni (1831-1881): nasceu em Limone sul Garda (Brescia) e morreu em Khartum (Sudão); foi o primeiro Vigário Apostólico da África Central.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ Coordenação de: P. Romeo Ballan – Missionários Combonianos (Verona) Sito Web: www.euntes.net “Palavra para a Missão” ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
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